Às vésperas de fecharmos mais um ano, a Vortigo, sempre de olho no futuro e nas inovações tecnológicas, criou este post para indicar algumas tendências relacionadas a mobilidade, conectividade e comportamento digital para pessoas e empresas, que deverão iniciar ou despertar a atenção em 2017.

Apps corporativos continuarão crescendo

A característica “on the go” dos aplicativos naturalmente geram eficiência, produtividade e crescimento para qualquer negócio, se usados de forma inteligente.

Segundo estudo da Microsoft, em 2017 a expectativa é de um aumento considerável do número de apps feitos sob medida ou consumidos como serviço (SAAS) nas empresas. Tanto que, olhando o cenário global, a demanda por soluções mobile irá crescer tanto que superará a capacidade dos departamentos de TI de entregá-las.

A mobilidade continuará sendo uma iniciativa chave para tornar os negócios mais flexíveis para seus clientes e stakeholders.

O surgimento dos aplicativos Inteligentes

Apenas ter aplicativos para uso empresarial não será mais suficiente em breve. Empresas começarão, a partir de 2017, a aplicar inteligência artificial e técnicas de aprendizagem computacional (“machine-learning techniques”) para criar aplicativos mais inteligentes, como assistentes virtuais pessoais (ou Virtual Personal Assistants – “VPAs” em inglês).

Ou seja, a natureza do trabalho será não mais executar tarefas via apps, mas sim homologar, confirmar ou invalidar ações sugeridas por um software inteligente, tornando bons profissionais em ótimos e ótimos trabalhadores em excepcionais.  Potencialmente, aplicativos com esta características poderão criar novas profissões, eliminar outras, transformar a natureza do trabalho e impulsionar a produtividade de forma exponencial. 

Pesquisa do Gartner afirma que nos próximos 10 anos, qualquer aplicativo, aplicação ou serviço irá incorporar algum tipo de inteligência artificial, como hoje qualquer aparelho de consumo possui um microprocessador embarcado.

Alguns exemplos de aplicativos úteis no futuro com inteligência embarcada:

  • Aplicativos para orientação em dietas, exercícios e bem estar.
  • Assistente particular de compras (baseado no histórico de consumo)
  • Aplicativos de consultoria financeira
  • Aplicativos para otimizar tarefas específicas de escritório, como gerenciamento de agenda, organização de e-mails, monitoramento de informações externas, entre outros.

Outro exemplo de aplicação inteligente são os chamados bots (que abordaremos em mais detalhes a seguir).

Clientes exigirão uma experiência coesa e integrada entre desktop e mobile

Uma tendência global, com a migração de softwares para o conceito SAAS, é que a aquisição de tecnologia nas empresas seja dividida entre os departamentos de TI e as áreas de negócio (“business decision makers”). E justamente, as áreas de negócio exigirão softwares que tenham uma experiência consistente entre smartphones, tablets e notebooks / PCs. Processos iniciados no desktop podem ser acompanhados ou encerrados no mobile e vice-versa. 

Para alcançar isto, as aplicações deverão ser previstas, e no próximo ano com mais força, com funcionalidades avançadas, colaboração, comunicação, segurança e gerenciamento de dispositivos, tanto corporativos quanto pessoais, mantendo a experiência coesa e uniforme. É o que o mercado chama de experiência omnichannel, multichannel ou crosschannel, que vale tanto para o relacionado da empresa com seus clientes, quanto da empresa com seus colaboradores.

Aplicações mobile serão integradas a internet das coisas (IoT)

Segundo o Gartner, em 2016 foram contabilizados 6.4 bilhões de dispositivos conectados, e este número pode crescer exponencialmente para 20.8 bilhões até 2020. As aplicabilidades do IoT mais comuns atualmente são na redução drástica de custos de produção, otimização de processos e aumento de eficiência operacional no segmento de serviços, mas seu alcance pode criar novas oportunidades de negócio previamente inimagináveis.

E dentro deste contexto, é senso comum que aplicações de IoT tornam-se incompletas sem dispositivos e aplicativos mobile que os gerenciem e/ou monitorem.

BOTs para empresas será um grande mercado

BOTs parece ser a nova onda das empresas de tecnologia, tanto que gigantes como Facebook, Google e Microsoft estão investindo pesado nesta área. De maneira bem simples, BOTs são softwares com inteligência artificial embarcada que conseguem interagir com pessoas através de outros aplicativos ou apps de chat como Messenger, Telegram ou Slack, usando técnicas de linguagem natural.

Para quem interage com um BOT, a sensação é de estar interagindo com outra pessoa, mas por trás existe um software que simula o comportamento humano enquanto utiliza-se de processos para interagir e buscar informações.

Exemplos comuns de aplicação usando BOTs são serviços de atendimento a consumidor (SACs), onde uma pessoa através do Facebook Messenger pode obter sem contato com qualquer pessoa buscar status de seus pedidos, solicitar segunda via de boletos, realizar abertura de sinistros, entre outras. 

Mas o futuro dos BOTs reserva muito mais, e em 2017 surgirão iniciativas mais inovadoras. Gigantes como GE, Pizza Hut e Sephora já interagem com seus clientes através de BOTs, e para os próximos anos veremos aplicações mais complexas desenvolvidas em BOTs, como pedidos de compra, solicitação de crédito e até mesmo P2P payment (compras via Messenger), mantendo segurança de dados e simulando todos os processos como se fosse uma conversa real entre humanos.

 

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