Os aplicativos estão por toda parte. Pudera: existem hoje, no mundo, mais de quatro bilhões de smartphones ativos. E a expectativa é de que, até 2020, o número passe os 6,5 bilhões de dispositivos do tipo. Isso representa 80% da população mundial.

No Brasil, um estudo da FGV indica que há atualmente mais de 244 milhões de dispositivos móveis (entre tablets e smartphones) conectados à internet no país. Assim, a criação de aplicativos móveis é um mercado em constante expansão.

Todos os dias, há diversas novidades na PlayStore e na AppStore. Muitos aplicativos, porém, nunca alcançam o sucesso. Um dos principais motivos para isso é a usabilidade em aplicativos mobile: o usuário quer opções intuitivas. E essa fluidez na interface está diretamente relacionada com o design.

O usuário busca facilidade quando se relaciona com a tecnologia. Ou seja, desenvolver uma interface amigável é o primeiro passo para ter boa aceitação. Para tornar essa experiência verdadeiramente notável, tudo deve funcionar sem falhas — e sempre!

Conheça, a seguir, algumas premissas básicas para garantir que o seu aplicativo tenha boa usabilidade. E sucesso!

Objetividade

Ser direto e eficiente é o mínimo que se espera de um software. Garanta, portanto, que o seu aplicativo cumpra bem a tarefa para a qual foi projetado.

Um bom exemplo é o Google Chrome: sua barra de navegação, integrada ao mecanismo de busca, é o único item que vemos ao abri-lo. Minimalista e funcional.

Leiaute

A composição de cores e fontes deve agradar o usuário de cara para conquistá-lo. Use bem o espaço, principalmente quando puder oferecer informações úteis para o usuário.

Em geral, os desenvolvedores pensam que o cliente vai entender seu app e ter uma experiência positiva, mas nem sempre é assim. Por isso, quando o usuário entra no app, é fundamental que ele entenda imediatamente como circular facilmente. Só assim ele terá vontade de voltar.

É preciso, portanto, investir tempo para descobrir a melhor estrutura, em vez de adicionar botões e links aleatórios que não fazem sentido para o usuário.

Personalização

Cada sistema operacional tem suas especificidades. Assim, fazer um aplicativo para Android e cloná-lo para iOS (e vice-versa) não é uma boa ideia.

Além disso, o Android tem uma variedade gigantesca de modelos e é impossível fazer um aplicativo que funcione perfeitamente em todos eles (a não ser que ele seja otimizado para cada aparelho existente). Prefira, então, deixá-lo pronto para os dispositivos mais populares.

Responsividade e interatividade

É muito desagradável abrir um aplicativo e ele não caber na tela do aparelho. Procure deixá-lo sempre otimizado para os principais modelos disponíveis no mercado (principalmente, no caso do Android).

Idealmente, ofereça suporte tanto para tela horizontal quanto vertical. Enquanto algumas telas do aplicativo têm aparência melhor na horizontal, a opção vertical pode ser bastante útil quando é preciso usar o celular com apenas uma mão.

Certifique-se de que o usuário não ficará perdido em meio aos processos que tem de executar. Mostre barras de carregamento para que ele saiba o que está acontecendo. Quanto mais recursos para que o app interaja com o usuário, melhor.

Especificidade

Mantenha o foco na tarefa principal do aplicativo: é melhor fazer bem uma tarefa do que ter um canivete suíço confuso e ineficiente.

Além disso, quanto mais específico, menor o seu tamanho: além da barreira da limitação de espaço dos aparelhos, uma ferramenta mais leve é carregada mais rapidamente.

Diferencial

O seu aplicativo deve ter um diferencial que o destaque dos concorrentes: pode ser no leiaute, na interface com o usuário ou no conteúdo audiovisual, por exemplo. O importante é que o resultado seja único e original.

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