Chegamos em um momento em que os dispositivos e mídias digitais já são considerados ubíquos, ou seja, estão por toda parte. É o que alguns estudiosos de mídia e mesmo diretores de grandes grupos chamam de era pós-digital.

Avanços tecnológicos que permitiram a chegada de dispositivos extremamente potentes e portáteis não apenas mudaram a forma como enxergamos a internet, mas também vêm ocasionando uma mudança no paradigma de consumo de mídias: passamos, cada vez mais, do impresso para o digital.

Se você quer saber mais sobre esse momento de transição e mudança profunda, acompanhe o material que preparamos a seguir:

O impacto da tecnologia na indústria

Que a tecnologia veio para ficar, isso não se discute. Porém, enquanto ela traz avanços inegáveis em setores como o automobilístico e o de energias renováveis, no setor de jornais e revistas esses avanços requerem adaptação rápida e riscos inéditos.

Em todo o mundo, a presença digital das empresas vem crescendo na tentativa de acompanhar a migração do público para as esferas virtuais. Segundo a Kantar Ibope Media, os jornais brasileiros registraram uma queda de 9,5% no faturamento apenas no ano passado.

Um exemplo emblemático da crise da mídia impressa é o da Folha de S. Paulo, que, no início dos anos 1990, apresentava uma tiragem aos domingos de 1 milhão de exemplares. Hoje, a tiragem é de pouco mais de 300 mil, dos quais mais da metade são assinantes digitais — uma queda de 85% em duas décadas.

A aceitação do cliente

Apesar das iniciativas voltadas para o ambiente digital por parte de titãs como a Amazon (que revolucionou o mercado editorial com seu Kindle, que permitiu aos autores publicarem de maneira independente na plataforma), o papel impresso ainda tem um grande peso de autoridade junto ao público, em especial junto a determinadas faixas demográficas.

Assim, a aposta mais recente de grandes grupos como o Abril tem sido mesclar as duas plataformas. Em vez de substituição, diretores e especialistas investem na sobreposição de mídias tradicionais e digitais.

Nesse modelo misto, que poderíamos chamar de modelo de transição, alguns tipos de comunicação, como embalagens, convites e materiais entregues em pontos de venda mantêm o formato clássico (impresso), enquanto que outras formas de publicidade têm se beneficiado da interatividade e do apelo inerente às novas tecnologias.

Um futuro focado em conteúdo personalizado

Um dos aspectos desafiadores da transição do impresso para o digital é a receita oriunda da publicidade. Isso acontece porque, além de a audiência digital ser naturalmente muito mais barata, cerca de 20% das receitas mundiais com publicidade (digital ou não) vão para Google e Facebook.

Por causa disso, publicações como a Gazeta do Povo, que este ano reduziu sua tiragem impressa a uma edição dominical, tem escolhido o caminho traçado por publicações de nicho, como o Financial Times, e direcionado seu foco para assinaturas em vez de publicidade.

Apesar dos desafios inerentes a esse modelo, o foco em assinatura digital permitirá uma relação mais próxima e personalizada com o cliente, seja pela disponibilidade imediata através de dispositivos móveis, seja através da customização do conteúdo a partir de ferramentas de Big Data.

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